
E é no meu silêncio que escrevo com as letras do meu barulho, porque sou pobre de orgulho.
Porque me sinto tão Lua, tão distante, errante, de longe brincando com o mar e jogando a água com força na areia.
Daqui vejo muita coisa. Fico a pensar, o que será? Que assim seja…
E se o mar é amar, que seja em mim o mais intenso, vasto, aberto e imenso – oceano dos olhos meus que um dia desaguarão nos teus.
E se o céu é amar, que seja em mim o mais infinito, estrelado, explorado e mais bonito – asas de um coração que busca a tua direção.
E se viver é amar, que seja a vida mais plena, que a dor seja feita pequena, o que se viveu seja válido, que a luta faça sentido.
E se amar é luz, quero ser a mais forte, brilhar de sul a norte, quero te clarear, com meu calor te abraçar, teu desejo despertar.
E se amar é voar, que eu seja alada em liberdade – nessa força que me invade, que me faz flutuar – seja em pensamento, seja em poesia.
E se amar é escrever, teu corpo: meu papiro, minhas mãos: tinta e pena, minha alma rimando serena na vastidão do meu querer.
E se amar é tudo, que eu seja ainda mais, o universo, o mundo, o transcender, o além de mim, meu eu em você – o começo e o fim.
E se amar é AMAR, que eu seja Lua permanente, chorando o mar no céu espelho, no viver, no sonhar, na tua luz em vôo livre, no teu encanto, porque nunca, simplesmente – NUNCA – amei tanto.
*
Enluarada
*
Encontrei a música perfeita…
“I love you just the way you are,
So come with me and share the view,
I’ll help you see forever too
Hold me now,
touch me now,
I don’t want to live without you…”
(George Benson – Nothing’s Gonna Change My Love For You)